19 julho 2011

Dicotomia

Autor: Aloysio Campos da Paz Junior (cirurgião-chefe da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação)

"Existe uma dicotomia que contribui perversamente para impedir a reabilitação  de pessoas que apresentam alguma forma de incapacidade sejam reabilitadas: os médicos julgam os doentes a partir do que a doença lhes fez perder; o que deixou de existir.

A verdadeira reabilitação avalia o doente pelo que lhe restou, pelo seu potencial, por onde há espaço para investir. Essa visão aparentemente ingênua tem velhas raízes: reporta-se às origens da medicina.

Historicamente, a reabilitação é recente. Podemos localizar sua origem com alguma precisão a partir da segunda guerra mundial quando milhares de pessoas se viram privadas de algo absolutamente essencial: a capacidade e o arbítrio de ir e vir.

Paralelamente, formou-se uma sociedade consumista, altamente preconceituosa, que busca parâmetros de perfeição dissociados da realidade, esquecendo que é a diversidade que caracteriza a natureza e o homem. E a incapacidade é uma forma particular de diversidade.

Preconceitos nascidos dessas circunstâncias segregam quem foi privado de alguma função, seja motora, seja intelectual, em guetos hospitalares, como no passado em guetos foram segregados quem os regimes totalitários consideravam “imperfeitos”.

Mesmo antes disso, a literatura já tinha o mau hábito de associar a vilania de alguns personagens a diferenças físicas, particularmente aquelas vistas como deformações.

Para estabelecer e privilegiar uma atitude humanista,é necessário,como aconteceu depois da II Guerra Mundial, considerar o incapacitado - vítima muitas vezes da violência urbana - com o mesmo respeito que merecem soldados condecorados em campos de batalha. São heróis de hoje, freqüentemente vitimas da injustiça social. Heróis sem medalhas mas heróis que merecem respeito."

06 julho 2011

Concurso Bicuinesio 2011_1


Parabéns a todos os alunos do 3º período de Fisioterapia da UFVJM pelo empenho na atividade, em especial aos alunos Amanda, Fernanda e Alexandre pelo sucesso de votos (51,2%) na eleição do melhor Bicuinesio 2001/1.

                                                    1º lugar





22 junho 2011

Ângulo Poplíteo


Situação Clínica
Como anotar o ângulo poplíteo 170º, 10º ou -10º?
Qual é a maneira correta?

Contextualização
Ângulo Poplíteo é o ângulo de extensão do joelho medido em decúbito dorsal como o quadril do posicionado em 90º de flexão. Representa o encurtamento dos músculos flexores de joelho (isquiossurais)
Cuidados:
  • o tornozelo deve estar relaxado pois em caso de uma dorsiflexão os mm. gastrocnêmios podem influenciar nos resultados;
  • A posição final (de mensuração) é obtida quando se sente a resistência dos músculos à movimentação;
  • A ADM de extensão de joelho é mensurada como o quadril neutro (zero de flexão/extensão);

Foto: Rev. bras. fisioter. Vol. 10, No. 2 (2006),193-198

A goniometria de joelho tem uma confiabilidade (consistência da medida) de boa a excelente, sendo melhor quando realizada com o mesmo goniômetro e pelo mesmo examinador. A medida de ângulo poplíteo com goniômetro universal tem alta correlação com a mensuração obtida no isocinético (Batista et al., 2006).

Orientação

Como a medida de ângulo poplíteo trata-se de uma medida de encurtamento e partimos da premissa que a extensão de joelho normal é zero, deve-se anotar o valor que falta para zero, sem a necessidade do sinal negativo.

Exemplo
Ângulo poplíteo = 10º

O paciente tem 10 graus de encurtamento dos isquiossurais e espera-se que este ângulo diminua com o tratamento (exercícios de flexibilidade)

Horários da Prova Prática III (Membros Inferiores)_ 5 e 6 julho de 2011


Terça-feira


8:00
Pollyana
Karine
8:30
Darlene
Bruno
9:00
Alexandre
Stéfane
9:30
Camila Antunes
Catiane
10:00
Vanessa
Daisy
10:30
Amanda
Tássio
11:00
Natália Berg
Izabella
11:30
Kássia
Fernanda
quarta-feira


8:00
Anna Stéphany
Jeanne
8:30
Jhullian
Daniel
9:00
Nathália Mara
Simone
9:30
Douglas


Prova Prática III (Membros Inferiores)_ 5 e 6 julho de 2011

Centro de Vida Independente

Ser Fisioterapeuta não é saber e determinar o que as pessoas com defiências necessitam, é sim desenvolver formas destas pessoas alcaçarem o que querem!

Tetraplégicos escrevem e dirigem cadeiras de rodas com fungadas

Fonte: BBC Brasil
"Uma nova técnica desenvolvida por cientistas israelenses conseguiu fazer com que pessoas paralisadas por deficiências graves conseguissem escrever textos ou controlar uma cadeira de rodas elétrica por meio de fungadas.
A técnica permite que pacientes tetraplégicos ou vítimas de derrames que mantêm a consciência intacta, mas perdem totalmente a mobilidade, usem um dispositivo no nariz para captar a intensidade da fungada e identificar comandos.
Segundo o estudo dos pesquisadores do Instituto Weizmann, de Israel, uma mulher de 63 anos, que ficou tetraplégica em consequência de esclerose múltipla, conseguiu escrever um texto pela primeira vez em dez anos e hoje já consegue usar o dispositivo para surfar na internet e mandar e-mails.
Outra mulher, de 51 anos, vítima de um derrame havia sete meses, era incapaz de se comunicar com o piscar dos olhos, por não ter o controle total das pálpebras, mas conseguiu usar o dispositivo para escrever textos e iniciar a comunicação com familiares.
Em outro teste, um homem de 30 anos, tetraplégico havia seis anos, após um acidente de carro, conseguiu usar o dispositivo para dirigir uma cadeira de rodas elétrica em uma distância de 30 metros, com várias curvas de 90 graus. Seu desempenho, após três tentativas, foi semelhante ao conseguido por pessoas sem deficiências."

Vivência no Mercado Velho

Os alunos do curso de Fisioterapia da UFVJM tiveram aula prática no centro histórico de Diamantina. Alunos da disciplina de Próteses e Órteses (professor Renato Trede) treinaram a indicação e adequação dos diversos tipos de auxílio locomoção. Já os alunos de Cinesiologia (professor Wellington Gomes) vivênciaram alterações do movimentos e suas limitações funcionais.
Vamos refletir e debater acessibilidade em uma cidade histórica.

15 junho 2011

Programa Livre para Análise Postural



O Software para Avaliação Postural (SAPO) é um programa gratuito para avaliação postural desenvolvido na USP: de grande utilidade clínica e científica, exemplo do bom uso do dinheiro público em pesquisas e desenvolvimento de tecnologias.


Endereço (muitas vezes fora do ar, mas continue tentando...):
http://sapo.incubadora.fapesp.br


Artigo de validade e confiabilidade do instrumento:
FERREIRA, Elizabeth Alves G. et al . Postural assessment software (PAS/SAPO): validation and reliabiliy. Clinics,  São Paulo,  v. 65,  n. 7,   2010 .